Quem Quer Manter a Ordem – Parte 2 – Márcia Araújo

December 29th, 2008 by Cochise César

Márcia tem apenas 16 anos, mas os documentos falsos dizem dezoito. Todos os três que precisou até agora. Garota precoce e inteligente sabe mais do que devia sobre esquerdas e direitas e sobre os rumos que o país toma. Depois de uma manifestação estudantil que organizou ser duramente reprimida fugiu de casa para “consertar as coisas” a revelia de seus pais.
A bem da verdade essa manifestação mudou a sua vida para sempre, porque no calor da hora se viu com sangue alheio nas mãos.
Nascida em família católica e tradicional do interior de Pernambuco, estava em Recife há apenas três anos, antes de se ver com um guarda morto diante de seus olhos incrédulos no meio do confronto.
Enquanto fugia da polícia com pessoas interessadas na luta armada sempre arranjava um jeito de se encontrar (e se confessar) com alguns padres. Nesses últimos sete meses tem vivido um dilema imenso entre a revolução que não se faz “fincando a baioneta no chão” e o paraíso, que se constrói em amor. Pior ainda, nos últimos dois meses, em que tem estado em Brasília com o Movimento Revolucionário 1838 encontrou um estranho, que está ajudando o grupo e parece saber explicar as coisas estranhas que vem acontecendo nos últimos tempos. Mas tudo que ele diz vai contra o cristianismo, a piedade e todos os valores que ela ainda tenta preservar apesar do que está fazendo.
Márcia é uma “mulher” capaz de mostrar a disciplina revolucionária, mas ainda se pega pensando em como as coisas fugiram ao controle nos últimos meses e desejando estar de volta na casa de sua mãe, sentindo o cheiro do café preparado por ela. Seus planos mais bem sucedidos do que os outros a colocaram em uma posição de destaque, quase liderança rápido demais. Mas a fraqueza não pode ficar a mostra, porque o movimento tem uma missão no país. Apesar da vontade louca de largar tudo e voltar para casa, Márcia sabe que é procurada por assassinato, e não é mais só o guarda que morreu daquela forma bizarra na manifestação.
Ironia das ironias, Márcia nunca beijou um homem, mas já matou alguns, que costumam atormentar pesadelos que precisam ser mantidos em segredo.
Em conflito entre dois mundos, Márcia continua seu caminho, porque não há volta, e espera que o Plano Brasília dê certo.

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Quem Quer Manter a Ordem – Parte 1 – Henry Silversleeves

December 28th, 2008 by Cochise César

Quem Quer Manter a Ordem é uma história de Mago a Ascensão que se passa antes do início dos anos de chumbo da ditadura militar brasileira. Se passa principalmente em Brasília e Rio de janeiro nos anos de 1967 a 1970. Podemos tomar como ponto de partida a posse do general Costa e Silva em março de 67 e como ponto final 1974 com o final do governo Médici e o início da abertura.
Não esperam por favor uma grande e exaustiva pesquisa histórica. Apesar dos dois anos de faculdade de história que fiz, isso ainda é RPG, e o foco é em personagens fictícios, não na recriação dos reais. O foco é mudar a história, não segui-la.

A idéia, também não é ter uma aventura pronta nos moldes de Forgotten Realms, nem um cenário aberto nos moldes dos livros da White Wolf, mas procurar um meio termo.
O ponto base é que há coisas acontecendo, há pessoas caminhando em determinados rumos. Os personagens podem até não ser os protagonistas nas histórias todas, mas elas vão ocorrer. Não existe uma definição clara de quem é NPC e quem pode ser jogador. Teoricamente todos os personagens que forem apresentados podem ser usados como jogadores, e nada impede que tenhamos jogadores de várias facções no grupo ou que cada jogador adote mais de um personagem.

Os Magos e a Ditadura

Começando pelo começo, vamos tentar definir qual o papel de cada facção da sociedade desperta na sociedade brasileira da época.
Em primeiro lugar, pessoas despertam em todas as classes sociais, portanto podemos ter despertos em todos os lugares e de todas as idades. Em segundo lugar, os conflitos sociais dividem famílias, e porque não organizações? É bem possível que houvesse Coristas tanto na TFP quanto nas diversas paróquias de esquerda que havia espalhadas pelo país.
Quero dizer que se durante a Segunda Guerra uma aliança inédita entre as Tradições e a Tecnocracia se forjou, durante a guerra fria os próprios grupos deixam deter tanto significado em favor de posturas mais mundanas.

Henry Silversleeves
Henry é um membro do Sindicato de 57 anos, natural do Texas, e que com muito trabalho subiu na vida. O tradicional self-made-man. Com uma grande fortuna derivada do petróleo texano e uma maior ainda derivada de negociações de armas usadas na segunda guerra. Henry tem uma incrível capacidade de vender produtos, e como representante do sonho americano acredita piamente na igualdade de oportunidades. Se por um lado lucrou muito com a venda de armamento defasado para países de terceiro mundo, acredita que a guerra não deveria ter parado e que deveriam ter vencido “aqueles malditos comunistas” antes deles terem a bomba atômica.
Se sente pessoalmente ameaçado pelos comunistas e costuma dizer para seus amigos “Se propriedade é um roubo, como se chama o que fizeram com os empresários de Cuba?”
Apesar de estar sempre distante e trabalhando ainda gosta muito de sua “quase ex-mulher” como costuma dizer com amarga auto-ironia. Pouco antes de viajar para o Brasil teve o que acredita que foi a última grande discussão com sua mulher Elisa, que agora vai embora de uma vez. Tem um grande problema conjugal, porque sua mulher parece não entender o quanto o seu trabalho é importante. Ele, e o Sindicato do qual faz parte estão protegendo e melhorando o modelo econômico, mantendo o mundo funcionando, banindo os dragões para fora do mapa e garantindo que nenhuma revolução vá fuzilar Elisa, Ann e George, como fizeram em Cuba. Que aquele país distante que “não tem nada a ver conosco”, como ela não cansava de dizer podia ser o celeiro de uma nova ofensiva vermelha ou um país integrado no comércio mundial, estabilizado e seguro. Seguro não só para ele ele mesmo, mas para Elisa. Ela não entedia que tudo que já tinha feito era por ela, e por isso agradecia com um pedido de divórcio.
Nos últimos meses Henry tem bebido além da conta e dormido pouco. As decisões que precisavam ser tomadas para manter esses malditos comunas quietos eram mais duras do que imaginava. Todo o pacote econômico que começava a dar resultados não era o bastante. Esses “malditos vermelhos” não entendiam o que significava o crescimento o PIB. Não entendiam nada. Assim como Elisa não entedia o que um homem precisa fazer para defender a sua família. Ann seria a primeira a defender esses “revolucionários”, pobre garota. Tão boa, tão ingênua. Ela seria mandada para o paredão e fuzilada. Seria mandada para Gulags sem piedade.
Existem coisas que um homem deve fazer para proteger a sua família.

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Meme Personagens Lendários -

November 27th, 2008 by Cochise César

É uma idéia do Newton Rocha do Nitro Dungeon.
É um meme. Faz indica, quem recebe faz e indica também.
Publicar um Personagem especialmente importante na história da sua vida RPGistica.
Aliás, o Newton está convidado a nos mostrar um personagem interessante dele. É o meu indicado.

Entre tantos personagens para escolher (e alguns já apareceram aqui, como o Samuel e o pessoal de Jardim Felicidade) vou ficar com Janice Dupat, a garota que gostei tanto que quero levar para outro suporte.

Tudo começa com uma garota filha do caseiro de um museu rural francês. Uma casa de campo da aristocracia que foi convertida em museu.
O problema é que Janice é a única criança num raio de quilômetros. Assim solitária passa tardes inteiras nos corredores de toda a ala fechada a visitação do museu, vestindo roupas, deitando em camas de dossel, usando jóias e etcetera.
Lá ela conhece seus amigos imaginários, com quem brinca e é feliz.
No entanto aos doze nos recebe de presente do dono do museu uma bolsa para estudar em um internato, e deixa de ter aulas com a mãe.
Crianças são seres cruéis, e a vida de Janice é um inferno no internato, por ser arredia, estranha e brincar com objetos de museu. Seus únicos amigos são os imaginários que a acompanhavam sempre.
Ao terminar os estudos resolveu tentar ingressar em uma academia de artes de Paris, e ao voltar para seu apartamento de estudantes certo dia encontrou o quarto aberto e revirado. Os objetos que a acompanhavam desde os seis anos tinham sido roubados, afinal são valiosas antiguidades da França pré revolucionária.
Enquanto estava chorando, sua vizinha, Angelie Nateaux chega em casa e a consola, ajuda a dar queixa, etc. As duas acabam se tornando amigas, (a primeira amiga de Janice em 19 anos) durante a semana que antecede a prova da academia.
Depois da prova recebe um tlefonema de Angelie dizendo que temuma surpresa, mas ao chegar em casa encontra Angelie morta. Com o colar de madamme Josephine, uma de suas amigas imaginárias no pescoço.
Por mais que a polícia diga que foi apnéia, para Janice está claro que foi vingança por ser esquecida. Resolve então que precisa recuperar todos os outros seus objetos roubados.

O que ela acabará descobrindo durante a busca:

  1. O museu onde cresceu é o museu da libertinagem, casa de campo do marquês de Sade.
  2. Existe mais alguém em busca desses objetos.
  3. Procurar coisas roubadas e estudar é difícil.
  4. A polícia, assim como as garotas do orfanato não acreditam nela quando fala dos seus sete amigos imaginários.
  5. Os objetos que ela recupera tem a estranha tendência de fugir.
  6. Angelie tem uns amigos muito estranhos… E eles ficam insistindo em coisas idiotas como magia e vontade desperta.
  7. Ela não se lembre de tudo que aconteceu no museu… Existem vários bloqueios às coisas mais horrendas que um grupo de libertinos fez a uma criança.

Janice tem Arete 2, Espírito 2 o defeito Sonâmbulo(+7), a qualidade Canal Natural(-5) e uma lógica muito própria.
Acho que o resto da fícha não é necessária, mas lembro que quando fiz sobrou ponto pra caramba…

O defeito Sonâmbulo diz que Janice não acredita em magia. Não importa o que façam, ela não acredita. Se provarem irrefutavemlente com por exemplo uma magia vulgar na frente dela, pode até convencer, mas tão logo seja possível ela vai esquecer o que ocorreu.
Janice, apesar de ser uma maga desperta conta como testemunha adormecida.
Janice não vai acreditar que seus amigos imaginários sejam fantasmas, porque fantasmas são besteiraas. Mas acredita que eles podem atuar no mundo físico, afinal de contas eles penteavam seu cabelo, brincavam com ela etc…
A qualidade Canal Natural indica que Janice é uma médium natural, vê e interage com espíritos sem precisar de testes e tem -2 na dificuldade em atravessar a película.
Desde sempre é assim e já se acostumou a ver coisas que só ela vê, mas não acha que sejam fantasmas, só acha que o mundo é imbecil e não acredita nela.

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Samuel Dias – Teccnocrata – NWO

November 12th, 2008 by Cochise César

Samuel Dias é um tecnocrata pertencente à NWO (Nova Ordem Mundial) que criei há alguns anos…
Com sua imensa capacidade de convencimento e peculiaridades ele vem subindo rapidamente na hierarquia interna, o que pode ser um problema para seus opositores ou para ele.

Com isso começo a publicar ficas e backgrounds de personagens que venho acumulando.

Samuel entrou para a Ordem há aproximadamente 8 anos e desde então sempre foi um elemento eficiente.
Vindo de uma família abastada e dono de uma grande inteligência pôde fazer sua graduação em psicologia e e o mestrado em neuropsicologia na Suíça.
Compreender tanto a mente humana o ajudou profissionalmente, mas sentimentalmente foi horrível.
Capaz de fazer praticamente qualquer um gostar dele, não quer que ninguém goste pois tudo é falso, artificial. Esse distanciamento o leva a se dedicar mais aos estudos e à profissão o que o afasta ainda mais das pessoas.
No fundo o que deseja é encontrar alguém que não consiga manipular, pois só essa pessoa poderia ser realmente seu amigo ou amante, mas para encontrar essa pessoa faz jogos para levar todos a amá-lo e odiá-lo alternadamente. O que parece crueldade gratuita para os outros é solidão e desespero para ele.
Naturalmente um garoto prodígio como esse foi encontrado pela União tecnocrática, e é uma boa variação dos estudos e pesquisas ir para a rua testar em micro escala os experimentos com psicologia social, propaganda e mensagens subliminares holísticas.

Tão ou mais eficiente que muitos sindicalistas na hora de fazer negócios Samuel tem alguma influência, e capaz de extrair quase qualquer informação e atua muito como terno cinza.
Toda a sua mentalidade voltada para as ciências humanas faz com que não se dê bem com a Interação X, os Engenheiros do Vácuo e os Progenitores, mas isso pode ser mascarado facilmente. O que não é tão fácil de disfarçar é a aversão que nutre a todo tipo de ser vivo artificial…
Samuel defende uma solução conciliadora para o pogron. Extermínio de bestas, manifestações anômalas e vampiros e controle e supervisão sobre seres místicos racionais. (Os vampiros estão incluídos por não apresentarem chance de comportamento moral a longo prazo)

A ficha:

OBS:
Sim, ele só tem 4 pontos de esfera. E posso garantir. Não precisa de mais.
As outras características foram compradas todas com pontos de conhecimento.
O personagem usa 15 pontos de bônus, igual um personagem recém criado.
A qualidade Confiança diminui as suas dificuldades sociais em 2 e aumenta a dificuldade de outros em 2 se tentarem intimidar ou confundir o personagem.

Utiliza como foco para mente psicologia, por vezes neurociência ou conhecimento de mídia.

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