novembro 26th, 2008 by cochise
“Que inferno, tem mais de dois anos que estou com essa merda toda ate o pescoço, esses bostas não valem nada e só me atrasam. E pensar que eu era tão inocente ao pensar que a humanidade tinha recurso… Como fui inocente, só existe uma maneira de curar o câncer… é matando ele.”
Yuri olha para seu alvo: homem idoso calvo e gordo sentado na sua poltrona favorita, enquanto assiste TV e bebe cerveja, um empresário típico, que virou alvo de um assassino que o observa da janela do edifício enfrente, com binóculos e luvas. Mas Yuri justifica sua ação com o fato deste homem ser um pouco mais inescrupuloso que um empresário comum, ele tem predileções sexuais bem “diferentes” como receber oral de crianças, alem de manter sete destas em cativeiro sobre torturas tanto psíquicas quanto físicas.
Yuri da mais uma olhada no relógio, “ele esta atrasado” são exatas 23:38pm e o homem não se move da maldita poltrona, “Mais quinze minutos e vou esquecer toda minha política de sutileza, e vou obrigar o pervertido a dizer onde é o cativeiro, isso pouco antes de lhe aplicar uma gravata russa.” O ceifador pensa isso enquanto limpa os olhos do suor provocado pelo binóculo, nesse instante o homem se levanta e anda, veste o roupão e vai ate a saída, é devidamente seguido por seu observador silencioso…
O Sedã do empresário é seguido silenciosamente pela moto de Yuri ate chegar em um bairro bem distante do centro da cidade onde se encontravam. Uma casa simples aberta por uma mulher somente de roupas intimas deixa o homem entrar.
Yuri com a moto ainda em movimento sorri, mesmo tendo feito isso mais de uma centena de vezes não pode deixar de se sentir satisfeito por ter conseguido, já vinha seguindo o “balofo” a muito tempo, hoje é sua vez de sentir um pouco de justiça…
novembro 26th, 2008 by cochise

Ele olha para ela, imobilizada no chão de joelhos, com olhar de medo em direção a ele.Ele reflete sobre o que esta havendo aqui: “será que ainda há tempo? Será que não existe outra forma de saúva-la? Ela não tem culpa sua essência fora corrompida a mais de mil anos ela nasceu assim.”.Ele caminha lentamente em direção a ela ainda em devaneios, e ela treme pois sabe que ele é um ceifador, um mago da morte, especialista em assassinatos e que geralmente não perdoam um alvo. Ele por sua vez sabe bem a resposta de suas indagações e elas são as piores o possível, as lágrimas fecham seus olhos, ele se concentra e retira sua arma do paletó, esta tão indesejável companheira e esta noite ela se encontra ainda mais fria, gelada, como o machado do carrasco, um machado Magnum 44 negra, importada especialmente para ele, como colecionador… Ele resignado se inclina para ela que o evita se afastando, a imagem dela se afastando o marca profundamente, a mulher que ele sempre amou e foi fiel agora o teme, e com razões para tal, mas tanto ele quanto ela sabem bem o motivo disso.
_Você se arrepende de tudo? Maga infernal conhecida como arauto?_ Agora os olhos dela brilham com força negra, e ele reconhece que a mulher que já amou morreu a muito tempo. Ela não reage.
_Juro meu amor, vou matar o demônio que a sentenciou e eu vou puni-lo e então farei com que você renasça para uma vida sem trevas.
Ao dizer isso ele se levanta com lágrimas deixando seus olhos com um brilho de amargura e revolta, seu braço direito leva sua arma ate seus lábios e ele sussurra: _Seja mais uma vez minha justiça._ Olha para sua mulher e vê um demônio, com a habitual dureza de um assassino frio diz com um tom seguro e duro: _Eu com meus poderes te julgo, sentencio e executo, te dou uma nova chance te devolvo a trama para que assim renasça como alguém puro._ Ele beija a arma, e volta a ser só mais um homem amargurado, olha para o lado enquanto sua arma se vira para cabeça da maga, ele sente o tambor girar e o gatilho ficar mais duro, uma lágrima se solta fugitiva e rola em sua maçã do rosto, fazendo seu coração explodir e congelar, e sem que ele espere o som ecoa por todo galpão que fica no quais, logo seguido por algo caindo pesadamente e mole no chão. Quando a coragem permite que ele olhe ela já se encontra numa enorme poça de sangue.
Ele abaixa a cabeça e sai, mais frio, mais perto do demônio que acabara de destruir que ele mesmo pode imaginar, na entrada do galpão seu amigo indígena o aguarda.
O Índio tentar fazer algo, coloca a mão em seus ombros mas é bruscamente repelido: _Não há tempo índio, faça sua parte._ ele diz ascendendo um cigarro.
O Índio entra e pouco depois tudo explode e do meio das chamas ele sai segurando uma redoma que conte uma flor um lírio.
_Aqui esta a alma de sua mulher, não a deixe partir pois ela voltará com o demônio ainda impregnado nela, se tem certeza que fará assim leve-a contigo e quando estiver condições a liberte, esta jornada não é somente dela é sua também.