Estrelas Sujas – Batalha Espacial

October 27th, 2008 by Cochise César

A tecnologia espacial se baseia nos psiativos e no uso da radiônica. No entanto o mecanismo de propulsão radiônica mais leve já inventado pesa 15 mil toneladas desligado e exige um mecanismo de geração por absorção ambiente cuja unidade mais lave pesa ouras 12 mil toneladas. Isso quer dizer ue para se viajar cima da velocidade da luz é necessária uma nave gigantesca e pouco ágil. Por isso que nos primórdios da engenharia espacial se optou pelo modelo de vasos porta naves.
Imensas naves realizam as viagens interestelares, mas não entram em combate. Para isso carregam naves menores e estas sim entram em combate.
Além disso naves radiônicas não descem até a atmosfera do planeta nem contam com blindagem térmica para isso.
Apesar de todas as diferenças existem algumas coisas em comum entre as naves que permite a sua classificação.

Porta naves de grande porte – Basicamente o poder de uma frota é medida pelo número desas unidades que ele tem. Um porta navez de grande porte cosuma ter entre 2000 e 2600 metros de comprimento, mas o que o define como pertencendo a classe é ter pelo menos quatro destóiers e pelo menos 500 caças.

Porta naves de pequeno porte – Costuma ter ente 1300 e 1700 metros e tem ente três e cinco cruzadores e pelo menos 250 caças.

Destóier – Nave sem propulsão radiônica com possibilidade de entrada atmosférica. É aproximadamente cilíndrico e tem em torno de 250×50x50 metros com variações dependendo da construção. Modelos maiores costumam ter em torno de dez caças. Alguns modelos portam armas radiônicas. O império Atror tem alguns modelos com uma manobrabilidade surpreendente. Alguns mais rápidos, os chamados interceptadores, chegam a atingir a aceleração de 1 Km/s ao quadrado e a velocidade máxima é algo em torno de 400 Km/s, mas existem relatos de unidades atingirem 700 Km/s.

Cruzador – Nave sem propulsão radiônica com possibilidade de entrada atmosférica. É aproximadamente cilíndrico e tem em torno de 160×20x40 metros com variações dependendo da construção. Apesar de ser inferior ao Destróier a maioria das frotas é composta por cruzadores e a maioria das porta naves de grande porte apesar de ter capacidade de carregar destróiers carrega cruzadores. Costumam ser muito manobráveis e costumam atingir a velocidade máxima de 200 Km/s.

Caça – Um caça é uma nave de dois pilotos de 25×3x6 e é praticamente um propulsor de ions e um canhão ligados por uma cabine. Eles são a base de qualquer grupo de combate e costumam estar dividido em unidades de aproximadamente dez, flotilhas de 50 e grupos que são a soma de todos os caças de um porta naves. Raros modelos de caça atingem mais de 50 KM/s de velocidade.

Naturalmente no vácuo sideral não deveria existir uma velocidade máxima para qualquer nave, mas essa é calculada levando em consideração a eficiência do mecanismo propulsor, a quantidade de combustível e a necessidade de manobras. É considerada velocidade máxima aquela que, a partir do repouso pode ser atingida e neutralizada 30 vezes sem a necessidade de reabastecimento.

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Estelas Sujas – Império Atror

October 27th, 2008 by Cochise César

Há incontáveis eras o império Atror ascendeu ao domínio da maior dimensão de espaço. Chegou a ter o domínio sobre 1462 planetas e uma frota militar de mais de dois milhões de porta naves de grande porte. A maior força algum dia já alcançada foi de Atror. A Federação Gdim, maior força de hoje é engloba apenas 864 planetas e sua Frota Metropolitana conta com apenas 7 mil porta naves de grande porte. A Frota Federada que conta com frotas de todos os planetas alcançaria (se fosse possível convocar todas as unidades, o que nunca ocorreu) algo em torno de um milhão e meio de porta naves.

O declínio do Império Atror ocorreu há menos de sete séculos. A invasão Aqim Dranor e os incríveis esforços de guerra que exauriram o império Atror, a extinção dos engenheiros de átomos pelos Aqim Dranor e a conseqüente retomada da extração natural de cobre, o que revolucionou a dinâmica econômica do império.
A decadência econômica, a incapacidade do império fragilizado de esmagar as revoltas e os piratas, a ressurgimento das desigualdades sociais e hoje o império Atror governa apenas dez mundos.
Durante sua decadência a linha política do império Atror que nunca pode ser considerada democrática, exceto para o sistema central, se tornou cada vez mais autoritária e militarizada.
Em um golpe branco o comando supremo da frota usando uma legislação esquecida declarou estado de exceção e assumiu o governo há seis séculos.
Hoje o império é governado pelos cinco comandantes supremos da Frota Imperial em uma ditadura de imenso apoio popular. A legislação militar se aplica a toda a população civil, mas essa minoria parece não se importar com isso.
Os esforços de guerra nos últimos séculos fizeram com que boa parte das naves da Frota Imperial que não foram destruídas durante a guerra contra os Aquim Dranor, nem perdidas ou roubadas durante a fragmentação do império esteja em perfeitas condições de uso, apesar de um pouco defasadas tecnologicamente.
Isso quer dizer 430 mil porta naves de grande porte e que o Império Atror é uma das maiores potências militares da galáxia apesar de sofrer com grave falta de pessoal para tripular suas naves.
Na verdade os economistas não conseguem entender como o império consegue fazer sua economia prosperar com aproximadamente 80% da população mobilizada como tripulantes da frota.
O Império hoje se resume aos 10 planetas que formavam o Sistema Central, formada pelos planetas inabitados que foram colonizados por Atror no inicio de sua expansão. Dez dos 42 planetas que gozavam de cidadania plena no antigo império.
Um dos maiores temores da galaxia é que o império tente reanexar os outros 32 planetas colonizados por Atror ao longo de sua história imperial, porque como eles estão espalhados pela galaxia levariam a anexação de mundos livres ou pertencentes a federações menores. Alguns deles até estão dentro dos limites da Federação Gdim.

Até onde se sabe a império Atror tem o melhor serviço de contra espionagem da galaxia, a maior frota mobilizada nenhum respeito aos direitos civis, já que toda a sociedade é regida pela legislação militar.
Um verdadeiro barril de pólvora na expressão terrestre.

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Estrelas Sujas – 2

October 21st, 2008 by Cochise César

Parte II
Paraísos Artificias

Finalmente a nave pousou. 108 horas de viagem para chegar, mas valeria a pena. Muito menos desgastante que as intermináveis patrulhas de 3100 horas nos setores periféricos e violentos.

A nave estacionou na estação espacial, como sempre… finalmente o zumbido das bobinas para. É como se tirasse um peso dos meus ombros e uma tira de aço da minha cabeça. Depois de anos viajando em naves você deixa de ouvir o zumbido, mas ele nunca deixa de te incomodar… Depois de anos em naves espaciais o ranger quando as bobinas se ativam para de parecer que a nave vai se partir, mas ainda sobem arrepios pela espinha quando o zumbido se junta à vigas rangendo, os rebites gemendo e as placas de metal vibrando como sinos…
O som não se propaga no espaço, mas isso só faz com que ele não tenha lugar para ir além de para dentro das naves…

Não é a toa que mundos como Trixi fazem tanto sucesso entre oficiais que podem pagar para não ver nem um maldito fio de cobre durante toda a estadia.
Um prazer caro, diga-se de passagem. 67.480 créditos interestelares por uma semana… dinheiro que só é possível arranjar porque não se paga o que se come nas naves espaciais.
Se você for um oficial, obviamente…

Entrei no módulo de aterrissagem. Na verdade nada mais que um planador grande e resistente que subiria de novo como peso morto no próximo avião espacial. O alívio de ouvir apenas o assobio da atmosfera na fuselagem durante a descida… Sequer o rugido de um motor químico. Apenas o assobio do vento e as florestas de aproximando cada vez mais na grande tela panorâmica.
O planador parou em uma campo de grama natural e não aquela porcaria hidropônica que nos fazem comer nas naves por causa de vitaminas como se fôssemos vegetarianos. Fui recebido por um cortejo de dançarinas pouco vestidas e uma liteira carregada por cadetes, digo, jovens também pouco vestidos.
Acho que eles devia perguntar a orientação sexual das pessoas durante o cadastro… Me pouparia de ser carregado por esses afeminados com óleo sobre o corpo…
Na viagem fico pensando em como eles conseguem sempre serviçais bem treinados da raca do hóspede… todas elas lindas.

Como é bom um apartamento espaçoso…
Naves gigantescas e cabines de oficial com três por três… tudo para transportar o maldito cobre. Cobre para todos os lados! Se você se alistar pode se preparar para que a merda do cobre se torne o centro da sua vida.
Conquistar mundos para extrair cobre, enfrentar piratas que querem cobre, trocar fios de cobre fundidos da sua nave, enrolar bobinas a mão quando pisar na bola, ser curado das doenças causadas pelo maldito cobre por mais cobre.
Depois de dezesseis anos de serviço a última coisa que quero é encontrar cobre nas férias. Por isso vim a Trixi. Para uma boa e velha luta de espadas em vez de metralhadoras. Para andar a cavalo e não em motos, para viver como se o maldito cobre não existisse.
Se por um lado a tecnologia nos permitiu erradicar as doenças apesar de vivermos doentes, ao menos na frota policial de Federação a vida não é nada agradável…
Sem espaço, sem uma comida de qualidade, sem sossego. Dizem que nas frotas imperiais é pior ainda, que nas naves de guerra dos corsários ou das milícias é melhor… Mas nunca entrei nessas. Só atirei nelas. Tanto tão bem que sou imediato do vaso de guerra Anur Jinpa. 1200 metros de comprimento e uma cabine de 3×3 para o imediato.
Tiro a roupa, que não é um uniforme desde que peguei a autorização de férias e vou para a banheira que é quase uma piscina.
— Vou gostar daqui…

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Estrelas Sujas – 1

October 13th, 2008 by Cochise César

Parte I
Infernos

As estrelas são um lugar perigoso. Vocês da terra não tem a menor consciência de quantas pessoas morrem no meio de lutas nem sempre por bons motivos no espaço. Ainda estão embriagados pelo romantismo e saem de seu pequeno planeta cheio de problemas em busca da perfeição das estrelas achando que vão encontrar o paraíso… Pobres de vocês…
A vida é dura em certos planetas como aqui em Edmur, por exemplo, mundo-sem-lei governado por um cartel mafioso que atua em assassinato e droga. Eu particularmente gosto daqui. É um mundo selvagem como eu. Ninguém vai te impedir de matar um cara no bar ou de estuprar uma puta na mesa, desde que tenha pagado pela mesa e para entrar no bar, senão você é que morre.
Mas há também lugares civilizados como a Federação Gdim onde qualquer uma dessas ações é severamente punida com lavagem cerebral, recondicionamento hipnótico e readequação genética. São lugares que eu evito freqüentar, mas não se pode evitar de vez e quando já que não se vive sem dinheiro no universo.
Eu gosto de dizer que os únicos que não tem problemas com dinheiro são os banqueiros de Qdarr-Run, aquela corja que compara e vende tudo e que emite os créditos interestelares. Seus bancos tem filiais em mundo sem leis e impérios e mundos independentes. Até na Terra eles tem umas filiais. Se se meter com eles, terá tudo que o dinheiro puder comprar atrás de ti, ou seja, todo o universo, exceto alguns dos policiais.
Claro que existem policiais, se existem crimes eles estão lá para encher o saco. Atualmente temos dois tipos de policiais, os Redmft e os Grad-Ojib, que muitas das vezes brigam entre si para ver quem pode prender o criminoso.
Eu gostaria de parar de falar do universo e falar um pouco de mim, sabe como é o narcisismo dos Wenf Priskol. Eu sou humanóide como a maioria dos seres inteligentes (humanóide é apenas em respeito ao entendimento da conversa, eu não tenho nada a ver com a escória humana e poderia dizer que vocês são priskolnóides)
Minha pela é cristalina e eu tenho uma grande resistência. De modo algum isso atrapalha meus movimentos e eu sou extremamente ágil, além de muto forte já que meus músculos tem uma eficiência extraordinária. Mas vamos parar antes que vocês me considerem um bom mercenário e tentem me contratar com seus dólares ridículos. Eu estou atualmente num grupo de “aventureiros” que chamamos de “Pelotão”. Nós vamos de planeta em planeta destruindo uma coisa que vocês tem por aí chamada tirania que infelizmente nós temos aqui também.
Heróis? Duvido. Eu diria conquistadores financeiros. Ou você acha que arriscamos nossa vida de graça? Ao longo dos últimos anos tive rendimentos gigantescas libertando mundos de barões da droga, chefes de cartel e outras coisa más. Nosso grupo acaba com esses vermes e todo o dinheiros suado deles vem parar nas nossas mãos. Além do que, depois de serem libertados os habitantes estão implorando pelo nosso governo.
O Império do Pelotão já contra atualmente com 12 mundos conquistados em ações heróicas. E quem vai reclamar de tirania se todos adoram os salvadores? Se somos minimamente espertos e mantemos leis flexíveis e não cobramos impostos altos demais? Sim, doze planetas financiam as nossas aventuras em nome da justiça da liberdade dos lucros e da conquista de novos planetas.
É claro que eu não vou fazer o que eu quero num desses meus planetas. Para isso é que existem pulgueiros como Edmur. É claro que sempre existem repórteres que podem gravar o que não seria saudável para a minha imagem, mas para isso que existem mercenários, censura e se possível matar o desgraçado eu mesmo. Afinal um chefe de estado precisa de alguma coisa para fazer seu coração acelerar… governar é um saco.
Só em Edmur que a vida vale a pena, mas só com meu trabalho posso vir para Edmur com a certeza de voltar.

PS:

Que raios é isso?

Isso é um texto descritivo de um cenário de RPG que freqüenta minha mente há algum tempo… Com o sitema sendo desenvolvido a passos largos estou me sentindo satisfeito para postar os próximos…

O seguinte é o Paraísos Artificias que fala sobre planetas turísticos, depois o Para Sua Segurança que fala do Império Atror, o Terras das Oportunidades que fala da Federação e o Lost Opportunitys sobre a tecnologia que nos levou até as estrelas…

Espero que mesmo quem não jogue goste dos textos, porque ainda estamos em material descritivo light, só para criar atmosfera… depois é que teremos as descrições hard com as características de planetas, cosmopolítica, raças e tecnologias… até que por fim, chegarmos às regras…

PS2:
Sim, mais um projeto simultâneo…

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