November 26th, 2009 by
Começou de mansinho com o Inominattus, aí veio o D3System, surgiu o Paragons, o Pensotopia evoluiu, apareceu o Goblin e agora o Notícias da Terceira Terra. Pelo caminho GURPSNation, RPG Sem Compromisso e tantos outros. Estou falando dos blogs grandes. Não só em acesso mas em número de autores, colaboradores e profissionalismo.
Hoje temos blogs/portais que são centros nervosos da blogosfera. Organizam promoções, fazem cobertura de eventos, Lançam material.
Como todo ser humano prefiro alguns e desprefiro outros e não é função desse posr tentar criar ciúmes dizendo quem é quem. O objetivo é dizer porque não pretendo fechar a fábrica e me mudar para um desses grandes blogs e nem pretendo abrir o meu mega blog.
Para, um dia, haver possibilidade de eu pensar no assunto de eu me mudar de mala e cuia para um mega blog seriam necessárias duas coisas.
Primeira:
Liberdade total. Até para publicar que a sessão de ontem foi um saco ou hai kais mal acabados como já fiz aqui.
A profissionalização tira dos blogs o que faz deles blogs. A linguagem. Um blog profissional é uma plataforma, Não fala mais a língua blog, mas sim a língua portal/site.
Segunda:
Destaque. Sou o cara das idéias próprias e não consigo deixar de sentir que se fosse um colaboradorem um site com 3 autores, ou mesmo se fosse um autor em três minhas idéias estaríam diluídas na fac global do site, fazendo assim com que elas perdessem seu valor.
Entre um anúncio de Machete e um review da 4e uma coluna poderia até ser mais lida, mas para mim perderia a identidade e portanto o poder de convencimento.
Então fica claro que só participaria de um grandeblog se fosse um grupo subversivo e guerrilheiro que concorda em discordar e que postaria sem policiamento suas tentativas de sedução do inocente.
Mas isso daria um trabalho desgraçado para montar. Exigiria que confiasse em algumas pessoas a ponto de entregar a chave de casa…
Essas pessoas são poucas e não estão a fim de blogar sobre RPG.
Se alguém me enviar algo que realmente caiba nos planos da Fábrica, com certeza que publico. Senão, tenho muito prazer em indicar vários sites ávidos por conteúdo “normal”. O Objetivo de la Factoria nunca foi dominar o mundo, conquistar milhões de leitores ou se tornar a maior editora de RPG do país, mas fazer alquimia em suas engrenages e da graxa e suor fazer brotar o ouro.
Talvez seja estranho, mas não estou em busca de colaboradores. Estou em busca da pedra filosofal.
- 20 Comments »
- Posted in Editorial




November 26th, 2009 at 7:48 pm
Cochise, só uma coisa… Será que tem como colocar um link para o Goblin ai no texto?? Será??
November 26th, 2009 at 8:32 pm
Sai pra lá! Como creio que o texto é direcionado ao Paragons. Nós que deveriamos ter um linkezinho para pagar a manutenção do portal
November 26th, 2009 at 8:34 pm
Quando você pensa que lá se vão dois, quase três anos de "blogs de rpg", até impressiona a quantidade de novos interessados que temos todos os dias.
A gente, claro, não pode ser considerado um mega-blog por vários motivos. Acho que o principal é o climão de "bagunça" que temos lá no Inomine. Nesse aspecto parece que você ia se dar bem. O Autor escreve e publica o que der na telha. Isso vai ficar ainda mais claro no próximo ano, depois do nosso vigésimo terceiro apagão hehha =)
Bonanças
November 27th, 2009 at 2:02 am
Só por causa do Machete? Também gostei da atuação dele em Balada do Pistoleiro.
todos os sites mencionados serão linkados. (paciência)
O texto é direcionado a todos.
E quem descobrir o bombom leva ele.
Disputa lançada.
Tem a ver com lógica e recíprocas não necessariamente verdadeiras.
November 27th, 2009 at 2:05 am
O climão de bagunça é o que faz do inomine um blog. PAragons, pensotopia e outros cruzaram a linha e deveriam ser chamados portais-em-plataforma-blog.
A diferença para portais comuns?
Comentários, layout, e pouca definição de sessões e espaço de capa.
November 27th, 2009 at 2:16 am
Cochise, não viaja. O Paragons tem muitos posts com poucos comentários e muitos posts com muitos comentários. Tem categorias tão abrangentes quanto qualquer outro blog e tem a capa igual a qualquer blog. Além disso, só escrevemos o que nos dá na telha ali. O Paragons é um blog. Só porque muita gente lê e muita gente posta não significa que é um portal.
Mesma coisa pra o Pensotopia. No dia que Elfo e os outros rapazes de lá se sentirem obrigados a postar algo ou selecionar conteúdo, tenho certeza que eles fecham a bagaça.
November 27th, 2009 at 2:37 am
Bem… Eu tenho blog desde os idos de 2001, mudando de hospedagem e nome algumas vezes ao longo do período. Sempre postei o que me deu na telha e sempre o farei. Inclusive sou péssima para acatar sugestões de posts.
O que define profissionalismo para mim é a remuneração dos colaboradores, linha editorial definida e lógico, visão de mercado. Se não tem essas coisas é um amador mais ajeitadinho… rs rs rs
November 27th, 2009 at 2:40 am
Estou falando das diferenças entre um portal puro e um blog/portal. tem mais a ver com tecnologias e formatos que com casos reais.
>>Cochise, não viaja. O Paragons tem muitos posts com poucos comentários e muitos posts
>>com muitos comentários.
Não quis dizer nada além do suporte a comentários. da tecnologia. Um portal não tem necessariamente que ter comentários. Alguns não tem até hoje.
>>Tem categorias tão abrangentes quanto qualquer outro blog e tem a capa igual a qualquer
>>blog. Além disso,
As categorias em um blog são mecanismo acessório. Servem para navegar em conteúdo antigo. A capa é puramente cronológica. e não decisão editorial como em um portal.
>>No dia que Elfo e os outros rapazes de lá se sentirem obrigados a postar algo ou selecionar
>>conteúdo, tenho certeza que eles fecham a bagaça.
Isso está menos em atitudes objetivas e conscientes que no inconsciente.
Vocês se levam a sério e fazem um sie sério. (sério no sentido de compromissado) Então não vão publicar qualquer bobagem.
Compare o Shingo do Twitter com o Shingo do Paragons e vai entender. O filtro é inconsciente. Afeta todos nós. Está relacionado ao compromisso, a não querer fazer mal aos seus amigos e uma série de coisas.
Naturalmente nada disso é ruim. Só não é a solução que quero para mim.
November 27th, 2009 at 2:44 am
Não existe isso de blog/portal, cara. Existem blogs mais organizados que outros. Não tem essa de filtro inconsciente. Filtramos tanto quanto filtraríamos para qualquer blog, inclusive um individual.
E a única diferença que vi desse blog aqui pro Paragons (em questões de conteúdo) é que temos notícias permeando os posts pessoais e, como não é uma só cabeça, cada um posta coisas diferentes.
November 27th, 2009 at 2:44 am
uma palavra: Apoiado!
Continue assim! Essa semana está sendo ótima por aqui
November 27th, 2009 at 3:03 am
O mundo é dos amadores.
As empresas estão com os dias contados.
November 27th, 2009 at 3:11 am
Minha religião diz que tudo que eu posso imaginar existe. Pelo menos dentro da minha cabeça.
E que eu posso criar categorias de análise se quiser.
Só que ela diz que você pode achar essas categorias irrelevantes e no fundo nada disso importa.
November 27th, 2009 at 3:13 am
É verdade. E você está em casa, eu estaria me contradizendo se dissesse que você não pode pensar e falar o que quiser em casa. XD
Concordamos em discordar então?
November 27th, 2009 at 12:08 pm
O único que pensava exatamente como o escreveu o Cochise, saiu do paragons justamente por inadequação das idéias "profissionais" dele com as nossas.
Falar o que acha baseado no que acha que vê é legal, mas não dá pra dizer que é verdade sem ver e entender por dentro das coisas.
Se eu filtro meus artigos escrevendo coisas mais relevantes, é por que penso que os leitores gostariam de ler coisas relevantes. É uma questão de foco e não de profissionalismo. Existem 200 blogs na nossa blogosfera que escrevem coisas toscas sobre coisas bizzarras. Está errado? Não! Mas é o que autor quer pra ele. Não é por que eu penso diferente que eu limito minhas idéias.
Ter um blog pra ensinar a montar miniaturas de meleca e ranho nasal só por que eu acho legal é válido. Só não é válido classificar quem acha isso tosco como limitador.
November 27th, 2009 at 5:31 pm
Vamos por partes…
1º Cochise…. Cade meu link?? O post ta todo movimentado e o Goblin ta sem link ainda, tudo que os caras ai do Paragons ja sabem o link do Goblin de cabeça, mas tem que por o link. Eu quero um link.
2º Profissionalismo é ruim??? Diga isso ao meu chefe e aos chefes dele, ou entao ao seu chefe (a menos que voce seja o chefe)…
3º O Daniel falou muito bem ali em cima, existem Blogs mais organizados que outros, por exemplo o Goblin é melhor formulado e mais organizado que o Paragons, existe algum mal nisso???
4º "O mundo é dos amadores. As empresas estão com os dias contados." | Quando isso for verdade me avisa que eu vou me mudar do meu escritorio para o meu quarto e vou sair de lá só depois do primeiro milhão.
5º A unica coisa que nao gostei nesse post todo é porque eu nao tive essa ideia antes, grande sacada. Falando nisso eu escrevi sobre Trolls no Goblin, homenagem a esse post, ja viu??.
November 27th, 2009 at 6:46 pm
Como está escrito no post:
"O Objetivo de la Factoria nunca foi dominar o mundo, conquistar milhões de leitores ou se tornar a maior edotra de RPG do país, mas fazer alquimia em suas engranages e da graxa e suor fazer brotar o ouro.
Talvez seja estranho, mas não estou em busca de colaboradores. Estou em busca da pedra filosofal."
Respondendo ao antônio e ao goblin.
Profissionalismo não é ruim. Só não é o que eu quero hoje para mim. Profissionalismo é ótimo para ter um site de sucesso. O que quis dizer com esse post é que meu objetivo não é sucesso do blog, mas alcançar alguma coisa valiosa no RPG em si. O que quero é o que pode ser produzido pelafábrica, não que ela seja o metro quadrado mais caro da blogosfera RPGistica.
Por isso antônio se eu achar que ensinar a fazer miniaturas de meleca vai me ajudar nesse objetivo eu vou postar isso aqui. O que acho difícil.
Queria saber onde foi que eu disse que a seriedade de um D3System (que aliás considero mais sério que o Paragons) é tosca. Limitador? Talvez. O que ão quer dizer ruim. Limites podem ter objetivos nobre e dar resultado. Disciplina é ótimo para omeçar a campanha de dominação global.
Este post mesmo é um que escrevi apenas porque a idéia passou pela minha cabeça. Caso fosse esse blog algo mais sério ia ponderar os riscos que poderia trazer à imagem minha e do site, os problemas de relacionamentos, as pessoas que se considerariam ofendidas e provavelmente ia ficar quieto.
Posts como esse: http://rpg.lafactoria.com.br/2009/03/17/puxando-p... fazem bem à minha criatividade. Bem como esse onde estamos.
A única coisa que me deixa chateado é que absolutamente ninguém mencionou as frases do fim do post que são o verdadeiro motivo dele ser escrito.
December 5th, 2009 at 9:09 pm
Apesar de pegar o bonde só no ponto final, quero lhe parabenizar. Sobre a evolução do Pensotopia, quero dizer que foi igual a seleção natural, não sei se ficou melhor ou pior que antes, o que importa é q ficamos no ar. O profissionalismo que vc sitou, quase acabou com o blog, que resistiu a tentativa de assimilação, simplesmente pq ninguém ali queria nada com nada, apenas escrever sobre RPG o que quiser e quando nos der na telha. Apenas convidei mas alguns amigos ideologicamente similares.
December 6th, 2009 at 3:53 pm
Tentativa de assimilação? Acho que nós dois conhecemos blogs chamados Pensotopia bem diferentes, Elfo. E não foi o profissionalismo (que nã existe na blogosfera, mas é apenas uma questão de opinião) que quase acabou com o blog. Ambos sabemos o que aconteceu, em detalhes, mas deixemos esses assuntos para a esfera do passado. Afinal ninguém está interessado em pormenores da vida alheia. De qualquer maneira águas passadas não movem moinhos. =D
E se existe profissionalismo no meu próximo post eu me chamo Chita. =D
My recent post Doce Veneno – Parte 2
December 6th, 2009 at 6:31 pm
O post de Cochise se deu em cima de blogs grandes que se comportam como portais e sites. Pelo o que eu entendi, o profissionalismo do texto se refere não é a vontade de ganhar dinheiro como muitos dos comentadores entenderam. A questão é era só mesmo a liberdade despretenciosa que o autor ou autores tem na hora de escrever. Nos foi sugerido se seria a hora de acabar com o Pensotopia e apesar de todos os integrantes discordarem (ou ao menos não concordarem com o fim) todo mundo que saiu levou seus posts para o Paragons, ou vai dizer que não foi assimilação. O que ocorreria se todos nós fóssemos convidados formalmente para fazer parte do projeto?
Eu n tenho pq fazer mistério.
December 7th, 2009 at 1:57 pm
Elfo, Elisa…
Sem querer dar bronca em ninguém, mas a roupa suja de cada um, cada um que lave em suas respectivas casas.
Voltando ao assunto, o profissionalismo realmente é nesse sentido que o elfo mencionou. E aqui vou esclarecer uma coisa que gerou debates antes e deixei passar.
Profissionalismo vs. dinheiro.
Não tenho vergonha nenhuma em dizer que quero ganhar algum dinheiro com o que escrevo. Não especificamente sobre RPG, mas de modo geral. Escrevi três livros, trocentos textos curtos e até agora isso não pagou as despesas que já tive divulgando a obra. No entanto não quero um site profissional.
Como disse aqui: http://rpg.lafactoria.com.br/porque-me-pagar-um-c... Estamos perto de uma revolução econômica. Ela está acontecendo aos poucos na música, ainda incipeinte no vídeo e na literatura não é nem de perto vista.
Quando digo que as empresas estão com os dias contados falo disso. Do fenômeno da cauda curta e da perda de espaço das empresas no meio de produção cultural.
Portanto não vejo essa ligação entre remuneração e profissionalismo. Vejo profissionalismo como linha editorial definida, visão de mercado, zelo pela imagem, tomada de decisões estratégica, etc. Profissionalismo é quando tratamos as nossas coisas como se nós fossemos uma empresa.Com uma seriedade e distanciamento que objetiva um resultado (normalmente sucesso) que faz com que o toque pessoal seja exatamente um toque, e não a alma da produção.
sinceramente esse post já deu o que tinha que dar. Todo mundo já falou o que queria. Pouca gente entendeu. e quando vejo um comentário nele estou me sentindo mais enfastiado do que animado.
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