Remember – Ghosts in the Shell

November 5th, 2009 by Cochise César

Continuando com a tradicional coluna Ghosts in the Shell que os RPGs que eu crio.

Lembrando que Fantasmas na Máquina são uma expressão para funcionamentos inesperados e não programados em robôs. Gosto da expressão porque isso é uma fábrica, e essas convulsões criativas sempre são não programadas.

Cenário modular

Certo. Isso foi o resultado de muitas discussões.

Começando por uma thead no grupo de plogs de RPG, passando por algumas coluna do Sooner no d3System. Além disso há conversas de gtalk e elucubrações mentais.

A questão do RPG ser algo hermético não apenas em regras, mas em cenário também me martelava a cabeça. então decidi que o cenário de Remember precisava ser claramente modular. que o próprio texto precisava indicar, “se não quiser não precisa ler o resto. Além disso descobri que isso torna o jogo um pouco mais versátil.

no entanto ele ainda não é o cenário para iniciantes. Ele todo é escrito para narradores que já saibam o que é RPG. Seria preciso reescrever toda a parte dissertativa para que ele fosse um RPG para iniciantes.

O Cenário

Outra coisa que andava me atormentando é o cenário base. Ele precisaria reunir uma série de elementos muito díspares e mesmo assim não seria exatamente o que eu estava desejando. Apesar de não ser nem um pouco obvio, a maior inspiração do cenário é Sandman. Sandman é um personagem principal que não é o ator das ações principais da história. A partir de Prelúdios e Noturnos. que ele retoma seu reino ele mais coordena ações do que age. E isso é uma característica de Remember que me surgiu num momento de inspiração sabe-se lá de onde vinda. Fazer com que os poderes tenham que ser usados indiretamente

Além disso gostaria de um ambiente fantástico no estilo de outra obra de Gaiman, Os Livros da Magia. Onde o mundo real acaba se desmanchando e a fantasia mais louca atravessa as fissuras. Esse mundo fantástico não é sombrio como o Mundo das Trevas, nem alegre como Peter Pan. Ele existe e não é bom nem mau. E os personagens começam a entrar nele quando recebem a sua carta.

Aliás a carta é só porque gosto da expressão black mail (que significa chantagem). poderia ser uma bolinha de pingue pongue alaranjada.

Nesse cenário os personagens teríamos poderes altos e indeterminados como em Mago a Ascensão (e ainda estou trabalhando em um modo de tornar o “sistema de magia” mais didático. Escrevi aquele post meio às pressas.) e ter que usar os poderes indiretamente foi uma solução para isso também.

Gosto um pouco do gnosticismo, mas não estou a fim de tornar esse um jogo gnóstico como Kult. Alguém aí tem sugestão de uma mitologia com deuses distantes e “impessoais” (eu sei que o demiurgo é mau-pra-caralho) e uma hierarquia de tomadores de conta da terra?

Sistema

Igualmente fazendo parte do projeto de um RPG que qualquer um pode jogar. Resolvi parar de fazer cópias simplificadas de Storytelling e fazer de Castle Falkentein. Isso provavelmente por inspiração dos artigos do Interactive Toolkit que conheci através do Shido. A proposta é eliminar a aleatoriedade e manter a incerteza. Valem a pena serem lidos.

Ao mesmo tempo sem meta-narração esse jogo é beeem difícil. Depender unicamente do narrador vai fazer com que ele tenha que começar a entregar o jogo para as situações serem resolvidas, o que estraga a graça.

Tarefas

Por fim as tarefas… A estrutura de tarefas lembra um pouco (muito) as quests de D&D1e, mas permitem uma certa clareza aos jogadores de onde eles tem que chegar. Isso evita dispersões. As tarefas em si são a parte legal. Escolhendo as tarefas certas (e os jogadores indo por esse caminhos) esse vira um jogo de anjos da guarda e fadas madrinhas ajudando os personagens de filmes românticos.

O conto exemplo é um exemplo disso. Os “jogadores” poderiam ser “bonzinhos” e fazer do jogo algo para as namoradas jogarem numa segunda mesa. No conto eles não foram tão bonzinhos, mas vejo muito facilmente filmes como “de repente 30″ e “p.s. eu te ao” ocorrendo dentro de uma sessão de Remember.

Roadmap

Existe um PDF com o começo do cenário. Pode baixar. Considere um technic preview. Acho que a única coisa que vai permanecer a mesma entre esse e o final é o layout (gostei dele).

Para adiante preciso organizar os capítulos. O primeiro com sistema + módulo básico, o segundo com poderes e tarefas no mundo “expandido”. O terceiro com a parte de “o que acontece quando você se lembra quem você é?”.

Preciso polir o texto já feito e escrever todas as partes que faltam. O capítulo 3 inteiro por exemplo.

Espero que esse livro tenha umas 50 páginas A5. Um livretinho…

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2 Responses to “Remember – Ghosts in the Shell”

  1. Tulio_d_Bard Says:

    Fala conterrâneo!
    Você deixou um comentário no meu blog sobre o projeto "RPG Brasil" e a idéia me pareceu bastante interessante. No que puder, eu ajudarei o site. Como eu posto quase que apenas histórias, acho q não vai rolar muito ficar colocando todos os capítulos no portal, então acho q por enquanto apenas divulgarei o projeto (além de ler os posts, claro XD). Se tiver algo "relevante" no meu blog eu coloco lá. Boa sorte!

  2. Marcio BDA Says:

    Olá, estou mandando essa mensagem para todo mundo que apresentou interesse em fazer parte da sociedade Indie (lá no redninjapress).

    Montei um grupo pra facilitar as conversas de todo mundo e centralizar os sistemas. Segue o link -> http://groups.google.com.br/group/sociedade-indie

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