Lyahr – O livro
March 25th, 2009 by Cochise César
Tudo em andamento… Até o primeiro encontro virtual de RPG sai o livro com o básico para se jogar em PDF.
Talvez eu lance no evento mesmo, mas aí fica difícil fazer um jogo de estreia lá…
Ainda pensando…
Esse post justifica ausências e esclarece o post críptico anterior, mas nada mais.
PS
Uma pergunta possível é que tipo de história pode ser contada em Lyahr. Não vou dizer que qualquer história pode ser contada. Muito menos que apenas um tipo. Lyahr é uma ilha que está redescobrindo o fantástico enquanto está mergulhada em contradições políticas e sociais. Antes de falar sobre as histórias que podem ser contadas é bom falar sobre coisas que não podem acontecer.
Grupos heterogênios.
É comum jogadores de RPG definirem por exemplo durante a criaão de personagem que cada jogador vai ser de um grupo diferente. Isso não acontece em Lyahr. Um grupo de lordes não vai aceitar um comerciante entre eles. Um lorde ou um aprendiz jamais vão entrar em um grupo de camponeses. O que não quer dizer que as pessoas serão iguais. Um grupo de comerciantes pode ser mais diverso do que um grupo vindo de várais camadas sociais.
Dungeon Crowing
Apesar do recente ressurgimento dos seres fantásticos, estes não são conhecidos por todos. Achá-los envolve andar por ermos desabitados, e mesmo assim e possível não encontrar nada. São criaturas reservadas e caça-las pode ser bastante frustrante. Além disso, nada recompensador, uma vez que ao contrário de certos cenários não se encontra moedas de ouro com animais selvagens ou braceletes mágicos com monstros mitológicos. O normal é encontrar esses seres quando não se espera por eles.
Intrigas Palacianas
Estamos em uma sociedade medieval. A espada é um instrumento político. A última razão do rei. Um autêntico jogo político é um baile de facas onde dinheiro, soldados, envenenamentos, casamentos, sabotagem e outras coisas são necessárias. A maior parte dos lordes segue a Língua que preza o respeito, o equilíbrio e a justiça. Levar alguém à miséria dá a ele o direito moral de tentar matá-lo. Intrigas palacianas não são o bastante e a arte de governar precisa de apoio das espadas dos cavaleiros.
Dito isso, algumas das premissas máximas de Lyhar.
1 – Escolha um lado
coisas estão acontecendo e ninguém pode ficar dos dois lados ou de nenhum. É preciso escolher um. Isso define de quem comercia com você até quem vai tentar te matar. Não existem ateus, não existem neutros. Não confie em ninguém do outro lado.
2 – Ninguéem é permanente
Não confie que quem é rei hoje vai continuar sendo eternamente. Não confie que seu patrono vai continuar podendo te proteger. O mundo está mudando e as pessoas acima de você podem mudar a qualquer momento. E a sua lealdade pode se tornar um peso ao invés de um prêmio. Mas nem pense em trocá-la. Pode custar muito caro.
3 – Ganhe o dia de amanhã
Existem muito poucas pessoas ricas em Lyahr. lembre-se disso. Tente ganhar o dia de amanhã. Afinal você tem gastos. Todos têm gastos. Dinheiro é uma coisa rara e mobilidade social, mesmo em um ambiente de tantas mudanças ainda é uma coisa que demanda anos de trabalho duro.
4 – Tenha família
Pessoas casam aos 14 anos. No campo é costume casar os filhos até os cinco anos, apesar da noite de núpcias só ocorer quando o cônjuge mais jovem completa 14 anos. É normal ter pelo menos três filhos. Alguém só não vai casar caso sua família (ou ele mesmo, mas isso é difícil) tenha caído em desonra.
5 – Se for mulher, o seja no campo
Mulheres no campo são extremamente respeitadas. Elas tem a dura tarefa de manter a casa um lugar de descanso e harmonia para os homens, gerar e criar os filhos, cuidar de doentes e machucados, coletar frutas e verduras frescas e cuidar da horta doméstica mas sevem ser respeitadas. Uma mulher matratada em casa tem o direito de matar seu marido de acordo com a Língua, e os boatos de maridos envenenados ao jantar são usados apra amendrontar jovens quando se aproxima a noite de núpcias. Por outro lado, na cidade a mulher está submetida à dura obediência imposta pela fé Lacoy e é reduzida praticamente a uma propriedade do homem. Deve seguir às normas de vestimenta e conduta, que para ela são bem mais restritivas que as masculinas. Na nobreza as mulheres não tem poder apesar da herança de títulos ser pela linhagem materna e ir para a primeira filha. Essa regra estabalecida pelos sacerdotes da Língua faz com que o casamento da primogênita seja a escolha do próximo lorde e portanto uma das escolhas mais delicadas da poítica. É comum que a família só escolha um noivo para ela quando ela se aproxima dos vinte anos. Além disso a consorte do lorde, seja ele de qualquer posto sempre vai ser a primeira conselheira, a única que pode incitar os súditos a desobedecer o lorde e essa desobêdiência é a única que não pode ser punida pelos lordes.
6 – Sacerdotes tem obrigações
Sacerdotes, seja da Língua seja da fé Lacoy tem obrigações e devem obedecer a seus superiores. Essas obrigações podem ser um templo, um estudo, a administração de uma propriedade da igreja ou toda e qualquer tarefa que tenha sido designada pelo superior a ele.
7 – A magia está voltando, mas isso não significa que você saiba usá-la
Dizer que a maior parte das pessoas não sabe é exagero. NINGUÉM sabe usá-la. No entanto algumas coisas estão se mostrando mais eficeintes. Por exemplo rezar. Ou supertições como não usar vermelho em dias nublados. Ou cumprimentar dezessete donzelas desconhecidas antes do meio dia para ter boa sorte.
8 – Consórcios são necessários
Pessoas com objetivos semelhantes ou unidas por um inimigo comum costumam se reunir em um consórcio. Não é uma reunião informal, muito menos uma ordem iniciática. É possível sair amigavelmente de um consórcio em qualquer momento não crítico, e traí-lo não vai jogar contra você ninguém além dos outros menbros do consórcio. Os consórcios podem ter nome e os maiores chegam a ser ter o poder legal de representar seus integrantes perante a lei. Esses consórcios maiores poderiam até ser chamados de guildas, caso essa idéia e instituição existisse na Lyranha. Os menores são apenas acordos de cavalheiros (ou conspirações se preferir).
PS2
Eu sou contraditório…
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