Terror, horror, poder, sustos e outros pout pourri

agosto 9th, 2010 by cochise

This entry is part 6 of 6 in the series Olhares sobre D&D

Ravenloft é um bom cenário. É assustador, opressivo e amedrontador.

Mas tem um pequeno problema chamado D&D. Não que D&D seja per si ruim, mas mal usado.

Ravenloft é Greyhawk num espelho negro. É tão ou mais maniqueista que Grayhawk para começar. A diferença é que enquanto Greyhawk é um mundo predominantemente  bom Ravenloft é absolutamente mau. Se em Greyhawk um personagem maligno nível 1 morre antes de ter tempo de fazer seu primeiro massacre em Ravenloft é o contrário. Um paladino perdido em Ravenloft que porventura faça um Turn Evil vai ver a terra borbulhar ao seu redor, porque o plano é maligno, as brumas são malignas, os governantes são malignos. Não existe espaço para o bem sobreviver em Ravenloft.  E boa parte da graça do cenário está nisso.

A corrupção é prima irmã do XP no semipalno de terror. Lembro que na terceira edição não havia antagonistas de ND acima de 15, porque se esperava que quando você chegasse ao nível dez das duas uma. Você estaria corrompido ou morto. Essa é, na minha simplória opinião, a maior parte da graça da coisa. É uma luta desesperada contra coisas infinitamente mais poderosas que seu grupo. É uma luta desesperada contra a corrupção dos personagens.

O Terror em Ravenloft não é aquela coisa ataque-zumbi-te-mato-sem-aviso. O terror gótico não é horror gótico. O objetivo em Drácula não é assustar o leitor no sentido Resident Evil, mas no sentido Silent Hill. Drácula tem poder o bastante para matar Van Helssing dez vezes. O terror gótico é um terror romântico. Tem a ver com corrupção, sedução, sutileza.

Mas se o Van Helsing ao invés de ser o do livro do Drácula é o do filme Van Helsing não há possibilidade de sedução e corrupção. O filme fala de um brucutu fodão de óculos escuros. Como eu vou seduzir alguém que tem chance numa briga comigo? Metade dos diálogos em que o vilão bambeia os princípios dos heróis no terror gótico só existem porque os heróis tem plena consciência que levantar a mão é suicídio.

Se em Greyhawk o bem quer matar o mau, em Ravenloft o mau quer corromper o bem. O mau não quer mártires.

Bem. Esta é a minha posição. Ravenloft tem pouco a ver com sustos. Tem pouco a ver com níveis altos e tem nada a ver com combates. O horror é a especialidade de Tarantino, não de Bram Stocker. Este prefere o terror gótico, que não pode ser separado do romantismo.

O objetivo das brumas não é matar o paladino, mas fazê-lo cair. E como o bem é muito mais truculento que o mal (existe uma honrosa exceção para um dos creeds de Hunter the Reckoning) isso exige que o bem serja mais fraco.

Bem… isso é o pressuposto para a crítica a D&D que abre o artigo.

1 – Excesso de poder

Os personagens de D&D são facotes que apanham para ratazanas. Isso é bom. Mas exatamente por isso os jogadores acabam encarando o nível 4 como starting e não como ending. Nível um em Ravenloft é adequadíssimo.

2 – XP

Dois pontos. O excesso de XP que impede histórias longas, já que os personagens acabam ficando mais poderosos do que deviam e a origem dele, combates. O terror gótico não precisa do gore. O combate é sempre desesperado e assustador. Não é coisa para acontecer com encontro aleatório entre lugar X e Y.

3 – Lordes

Os lordes são magníficos. Prisioneiros em seu próprio reino. Entediados além da morte. Sempre que aparece um personagem mais poderoso ele vai atrás. Mas eles não vão querer matar esse povo logo. Acabaria com a graça. Talvez os PJ até fomentem intrigas palacianas e competições de quem consegue corrompê-los. Mas isso quer dizer que o personagem mais fodão da campanha tem 475 milhões de poderes para não serem usados. O que é meio broxante. Mas faz parte das escolhas em se usar um sistema focado para combate em um cenário romântico em que o combate é subordinado a outras coisas e não suborndina as coisas.

Modelos de Gestão – O conselho diretor

julho 25th, 2010 by cochise

This entry is part 4 of 4 in the series Desenvolvimento Comunitário

Dando continuidade à série, existem projetos onde não há uma pessoa que em última instância toma as decisões, mas sim um grupo. Um conselho de desenvolvedores mais envolvidos com o projeto. Um exemplo de projeto que utiliza este modelo é o ambiente GNOME.

Este modelo tem um grupo fechado, de desenvolvedores principais que toma as decisões importantes, define os rumos do projeto e, julga sugestões feitas por outras pessoas.

Os membros deste conselho têm um caráter diferenciado dos desenvolvedores comuns, mesmo os que estão habitualmente participando do projeto.

Curiosamente este modelo tende a ser mais difícil de administrar que o mais centralizado do déspota benevolente, porque torna a exceção uma regra. As pessoas parecem ter mais facilidade em lidar com um responsável que um conselho de responsáveis.  Quando se organiza um conselho se define critérios de admissão de novos membros a este conselho e se as coisas não forem bem caras surge espaço para acusações de panelismo e favoritismo. Coisas que atrapalham o foco de desenvolver algo para picuinhas internas.

No entanto um conselho pode funcionar muito bem, haja visto o por exemplo a linguagem Perl.  É uma boa forma de organizar melhor as coisas, dividindo o trabalho e recompensar os melhores colaboradores, envolvendo-os mais profundamente no projeto.

As pessoas no entanto podem se sentir intimidadas a contribuir pela existência de um conselho, e projetos satélite, menos organizados são um casamentos perfeito para projetos com um conselho administrativo forte. No caso específico do Perl é um repositório de extensões chamado CPAN.

Quase tudo do que foi dito sobre as características necessárias ao déspota vale para os membros do conselho, mas não em tão alta escala, já que o poder se pulveriza.

Estupro, tabu, RPG, Rousseau, Fouculat e Freud

julho 23rd, 2010 by cochise

Uma pequena salada essa do título. Mas uma salada saborosa.

Hoje, na lista de discussão dos blogs de RPG surgiu a questão dos estupros no RPG. Muita gente tem opinião, inclusive eu e o Mr. POP sugeriu um quase meme sobre o assunto. Pois bem, aqui estamos.

Para começo de conversa, o RPG banaliza a violência física dentro dos limites da banalização. Nós temos assassinatos travestidos de justiça, nós temos execuções sumárias, até um pouco de tortura, mas nada realmente chocante ou violento. Nós sistematicamente e inconsceintemente respeitamos os tabus da sociedade.

Por exemplo: No livro do creed (credo, equivalente a tradição em Vampiro) wayward (guardadores do caminho. Uma referência direta aos cavaleiros templários e hospitalários) de Hunter the Reckoning há uma adorável parte em que descreve como realizar uma tortura. algo como, amarre a criatura, martele a unha do polegar, ela vai se quebrar em pedaços. Martele de novo. Os pedaços vão entrar na carne. Peque uma pinça e comece a tirar os pedaços. Só então faça as perguntas. No glossário de Destiny’s Price há a descrição de um golpe que consiste em colocar a boca da pessoa aberta no mio fio e chutar a nuca dela.

Isso são coisas um pouco acima (ou abaixo) dos nossos tabus. Tanto que estes dois livros foram lançados pelo selo editorial Black Dog, voltado para leitores adultos. Isso é violência de verdade. O máximo que fazemos é degolar uns monstrinhos de vez em quando. Quando são inteligentes a gente faz o favor de declarar que els são menos que humanos através do sistema de tendências.

A grande verdade é que todos, exceto os psicopatas, possuimos uma coisa chamada empatia, que faz com que nos alegremos com a alegria alheia e nos compadeçamos com a dor alheia. Para conseguirmos causar dor impunemente nós despimos o outro de humanidade, porque se ele não é nosso semelhante, nós não somos empatas com ele.

Pegue os campos de concentração nazistas ou stalinistas. É um exercício diário de deshumanização do outro, porque se considerarmos o outro como humano, falta coragem. Neste sentido, no RPG nós brincamos dentro do cercadinho dos tabus socias.

O estupro está do lado de lá do tabu, e a maioria das pessoas só o aceita na mesa de jogo como estratégia de deshumanização do inimigo. Não há nada de errado nisso.

Há algo errado nisso? NÃO. Não há nada de errado nisso. Também não há nada certo. Ninguém é obrigado a viver dentro dos limites do tabu e muito menos obrigado a quebrá-los.

Neste ponto entra o contrato social de Jean-Jaques Rousseau, um otimista enojante que não faz idéia de como o mundo funciona. O contrato social de Rousseau é um contrato feito entre iguais. Um pacto de associação, e não de submissão. Vá fazer um destes com o seu chefe ou com o juiz e depois me conta o resultado.

No entanto, no mundo do RPG estamos falando de amigos que se reúnem em atividade lúdica. Neste contexto o contrato social pode funcionar. Os jogadores, livres decidem quem será o narrador e este, baseado na igualdade conduz uma história equilibrada, dentro dos limites que os participantes consideram adequados.

Costuma funcionar com jogadores adultos. Mentalmente adultos, não fisicamente. Neste ponto entra Fouculat.

De acordo com Fouculat o poder não é algo existente, mas algo que só existem em práticas e relações. O poder seria um ente abstrato que só existe concretamente, quando exercido.

Freud afirma que o sonho é um ambiente sem consequências onde o inconsciente aproveita para satisfazer seus desejos reprimidos. Pois bem. Para mim, depois de alguma observação empírica uma sessão de RPG também é um ambiente onde pessoas descarregam desejos reprimidos.

E muitas vezes estes desejos estão relacionados aos tabus sociais e muitas vezes eles aproveitam para quebrar esses tabus no jogo.

E muitas vezes estes desejos reprimidos estão associados à quanto poder a pessoa exerce no dia a dia, numa perspectiva fouculiana. Isso tem a ver com os populares e excluídos da escola, tem a ver com o fora na balada e tem a ver com a bronca do tio evangélico por jogar RPG.

Nesse ponto surge o primeiro problema e a primeira coisa errada nessa discussão toda. O jogador ou mestre querer descontar suas frustrações pessoais nos jogadores, quebrando os tabus que eles podem não estar dispostos a quebrar.

Já tive um jogo em que dois jogadores foram forçados a se estuprar mutuamente. Tudo aconteceu dentro do contrato social do grupo. Ninguém saiu chateado, ofendido, etc.

Os problemas só começam quando alguém, por algum motivo pessoal sente necessidade de exercer poder sobre o resto do grupo ou sobre uma pessoa em específico. Para fazer isso ela naturalmente vai quebrar o contrato social do grupo, já que qualquer coisa dentro dele não é poder.

Pelo seu caráter irreal o RPG é muito visado como válvula de escape, mas como é uma atividade em grupo é preciso “resistir às tentações”. O RPG não é isento de consequências como o sonho. Existe uma parte real. A sessão, os amigos em roda. Isso é real. Por causa disso é preciso se esforçar para manter o jogo dentro do contrato social, seja ele qual for.

Em resumo:

Existe muita gente imatura que quer descontar suas frustrações do dia a dia nos colegas de jogo e isso é uma bruta sacanagem.

Por outro lado, quebrar tabus sociais só é sacanagem se for uma infração ao contrato social do grupo. Se ele estiver disposto a esse tipo de jogo, sem neuras.

Modelos de gestão – Déspota benevolente

julho 23rd, 2010 by cochise

This entry is part 3 of 4 in the series Desenvolvimento Comunitário

Continuando com a série sobre o desenvolvimento comunitário de jogos, vou entrar em mais detalhes sobre os modelos de gestão de grupos, um modelo por post. O primeiro é o do déspota benevolente.

Este modelo é, até onde eu sei, o mais usado pelas empresas que produzem RPGs de qualidade “profissional”. Existe um designer da linha que é a pessoa com o dele na reta que em última instância toma as decisões. Esta é a essência deste modelo. Uma pessoa que tem a responsabilidade e o poder em última instância de alterar, vetar ou colocar coisas.

Vários projetos de software livre funcionam assim, como por exemplo o kernel Linux, cujo déspota é o próprio Linus Torvalds e a linguagem de programação Python, cujo déspota é van Rossum. A primeira vista é complicado entender porque alguém iria contribuir com um projeto que está nas mãos de um terceiro que toma sozinho as decisões. No entanto como tudo na vida a situação é um pouco mais complicada.

O déspota do projeto tem uma grande responsabilidade sobre ele e é a pessoa que tem a obrigação de conhecer todo ele. No mundo da programação estas pessoas são conhecidas como “code guru”. Para exemplificar, o kernel Linux tem mais de dez milhões de linhas de código. Poucas pessoas conseguem ter uma visão geral sobre ele e menos ainda entender bem como cada parte se relaciona com as outras. Em projetos complexos como o kernel Linux, Forgotten Realms, Vampiro a Máscara, Dragonlance ou Ao Cair da Noite é preciso que haja pelo menos um “code guru” que entenda completamente o conjunto, e a partir dessa compreensão que só ele tem assuma a responsabilidade de permitir ou não alterações.

O déspota precisa ter além dessa compreensão sobrenatural do conjunto uma visão muito clara dos objetivos do projeto, de modo que o conjunto de pequenas contribuições não o afaste desse objetivo o invés de aproximar.

Exatamente por estes motivos as empresas gostam desse modelo. Porque existe alguém responsável que pode ser facilmente identificado e porque facilita o planejamento de longo prazo. No caso das empresas a maioria (ou todas) das “contribuições” é feita por escritores pagos, então é uma situação fácil de ser gerenciada. No caso de comunidades abertas e voluntárias tudo fica mais difícil.

Para começo de conversa é necessário que haja uma relação de confiança entre os colaboradores e o déspota. Que eles percebam que essa é uma posição de responsabilidade  que via um futuro melhor para todos. Sem isso, as pessoas simplesmente não irão contribuir.

Em segundo lugar é preciso que as pessoas não se sintam usadas no sentido financeiro da palavra. RPG tende a gerar produtos comenrcializáveis. Todos nós somos muito suscetíveis diante da ideia de trabalhar de graça para alguém.

Por fim, em projetos comunitários é preciso haver discussão e opiniões voando para todos os lados. Não é porque a decisão e a responsabilidade final ficam nas mãos de uma pessoa que as outras não podem opinar. No mundo do software livre as propostas ficam em uma “lista de espera, onde são debatidas por toda a comunidade e só depois de um período de discussão o déspota decide. Sua decisão não é completamente solitária, mas embasada pela discussão de toda a comunidade.

Este modelo de tomada de decisões costuma funcionar melhor para projetos grandes e complexos que para pequenos. Isso tem a ver com a necessidade de um déspota e com o ego os seres humanos.

Nas próximas partes da série teremos o “conselho” e o “bazar”.

Projetos colaborativos: WIPUP – ferramenta de gestão

julho 21st, 2010 by cochise

This entry is part 2 of 4 in the series Desenvolvimento Comunitário

Há muito tempo atrás escrevi uma matéria sobre desenvolvimento colaborativo de RPG, fazendo um paralelo com o mundo do software livre.

Hoje resolvi retomar o assunto porque vi um site muito interessante chamado WIPUP que pretende justamente ajudar a gerir esse tipo de coisa. WIP é uma abreviação de Work In Progress, trabalho em andamento. O site é uma plataforma para mostrar o estado atual de alguma coisa. Permite fazer comentários, dar “kudos” (parabéns pelo feito, palavra e inglês derivada do grego). Assim como permite adicionar pessoas a projetos de modo que mais de uma pessoa pode adicionar atualizações.

Uma atualização tem um nome, uma descrição e pode ter um ou mais arquivos anexos (assim como código fonte, mas isso não diz respeito a esse site). Existe uma URL pública para acessar projetos, perfis e atualizações.

Você é notificado via email se alguém comenta algo e se alguém que você segue atualiza algo.

Em suma, uma boa ferramenta para socializar trabalhos em andamento. Permite que outros baixem os arquivos, permite que alguém faça uma atualização sem arquivo, o que permite postar ideias para os membros discutirem via comentários.

A “grande” deficiência é não haver opções de publicidade dos projetos. (não, não esta publicidade), mas a definição de projetos projetos privados.  Muitos autores de RPG são meio “tímidos” e não gostam de mostrar seus respectivos WIPs.

O próprio site se define como um WIP e tem atualizações mensais no sistema e uma versão live com as últimas atualizações, que no entanto pode falhar vez por outra.

No mais essa história me empolgou e pretendo escrever um pouco mais sobre projetos colaborativos.

Bookess – Print on demand

julho 5th, 2010 by cochise

Esse blog sempre falou um pouco sobre PoD ou Print on Demand, porque acho que é o que falta para o marcado de RPG indie conseguir existir no Brasil.

Hoje teremos uma resenha de um serviço de Print on Demand que andei estudando esses dias. O Bookess.

Você cria um perfil, adiciona suas informações e cria livros. Até aí tudo normal. Vamos aos detalhes.

  1. Formatos – O site aceita ODT, DOC, DOCX. E fornece modelos nesses formatos no tamanho de impressão deles. Isso é bom. Além disso suporta upload em HTML, RTF e PDF (a cereja do bolo). Infelizmente o tamanho máximo dos arquivos é 30 MB e livros com muitas ilustrações como os de RPG passam disso fácil.
  2. Versionamento e status de livro – Ao fazer o upload do livro este automaticamente fica com o status "sendo redigido" e pode ser alterado para "concluído". Para adicionar os capítulos a mais que escreveu de madrugada você faz o upload do arquivo, mas não perde o anterior. É possível, caso seja necessário restaurar uma versão anterior ou mesmo baixar essa versão sem restaurá-la. Ótimo para projetos colaborativos e capítulos que foram reescritos sem uma informação essencial que precisamos buscar no passado.
  3. Licença – Permite escolher entre as licenças Creative Commons e Copyright.
  4. Privacidade – Sim, este é bom. Permite decidir se qualquer um pode ler o livro, só você, todos os amigos o só amigos selecionados.
  5. Controle de compartilhamento – Permite definir se usuários podem baixar um arquivo do livro em formato .MOBI (usado em leitores de ebooks) e se quer limitar o número de páginas que o leitor pode ter acesso online.
  6. Estatísticas de visualização – Auto explicativo
  7. Funções sociais – Basicamente perfil, avaliação de livros, favoritos, mensagens entre usuários e amizade. Além disso integracom o Twitter e Facebook.
  8. Serviços extras – Fornecem (não gratuitamente, lógico) serviços como registro de ISBN, criação de capas, ilustração, tradução (como ele tem suporte a livros em português, inglês, espanhol e italiano imagino que seja entre estes idiomas (quem quer atingir o mercado americano levanta a mão)), etc. todos eles acessíveis ao se clicar em "vender este livro"
  9. Preço – PoD é caro. Mas comparado à outra solução existente no mercado brasileiro (Clube de Autores) o Bookess é um pouco mais barato.

Algumas considerações:

  • Tive problemas em atualizar as informações de perfil e dos livros, como status, licença, etc usando Firefox, mas com um navegador baseado em webkit como o Chrome ou o Safari tudo correu bem.
  • A ajuda dele diz que é possível vender livros no formato Pocket (10×21) e A4 (21×29) mas a experiência empírica mostra que a opção de vender o livro só aparece no formato padrão (14×21).
  • Ele suporta livros em outros idiomas, mas não consegui de modo algum achar onde muda o idioma do site. Acho que não tem.
  • Ele costuma ficar indisponível de madrugada.

Eu, o RPG e o sexto mundo

junho 13th, 2010 by cochise

Há pouco tempo atrás transformei Objeto, um conto grande ou romance pequeno levemente inspirado em Mago a Ascensão em um projeto de livro sobre transumanismo.

Muita gente sempre me disse que eu sou melhor escritor que rpgista, porque imagino histórias complexas demais para sessões e jogo e espero delas um resultado com nível de qualidade equivalente ao de bons livros, enquanto a maioria dos rpgistas espera algo próximo a filmes trash (nada contra. Gosto de filmes trash e seu esforço para serem ruins).

Mas, apesar de muita gente discordar quando digo que vivemos em um mundo pós moderno [na verdade é um mundo moderno (e as pessoas que vivem nele  são pós modernas) e não posso deixar de concordar quando falam que a pós modernidade é apenas a alienação (que culpa tenho eu se os melhores estudos sobre este estado de alienação a denominam pós modernidade?)] o sexto mundo é na verdade a pós modernidade aplicada ao RPG. E um dos fenômenos da pós modernidade é a cauda longa (o fato do número de produtos vendidos aumentar em detrimento das vendas de alguns produtos de muito sucesso. Uma googleda explica bem melhor).

Em mercados de RPG minimante decentes como o dos EUA podemos ver esse fenômeno cada vez mais desenvolvido. Mas como nós somos exclusivistas chamamos isso de “RPG Indie”. No Brasil, as coisas vão mal, porque o mercado de RPG é ínfimo.

De certo modo isso é broxante. É difícil desenvolver RPG pensando em cauda longa onde não existe um mercado. E não estou me lamuriando (“oh… meu blog é menos visitado que o blog XXXXX” ou “todos querem saber só de sistema XXXXX e não do meu”), mas apenas analisando os fatos. Nos EUA iniciativas diferentes do mainstream conseguem atingir seu público. No Brasil não há público porque o modelo ainda é de cauda curta.

No entanto outros ramos estão avançando mais  na pós modernidade que o RPG (aliás, RPG no Brasil avançar rapidamente vai ser a grande novidade). Para citar dois, quadrinhos e literatura. Infelizmente não sei desenhar o bastante para investir em quadrinhos. Sei escrever. E pelo que conheço do mercado de RPG o melhor para contos, ou séries de, é divulgar em círculos literários, não de rpgistas. E talvez seja essa a melhor estratégia de divulgação de Remember que eu possa empreender.

Remember – notícias do front

maio 26th, 2010 by cochise

Começando as notícias de hoje…

1 – Graças e um bug fidaputa perdi todo os os meus arquivos pessoais, inclusive o arquivo onde estava escrevendo Remember. O Backup mais recente era muito antigo então com pesar afirmo que Remember não será lançado na RPGCON.

(Aliás, a d3store já começou a vender os ingressos. (E está com ótimas promoções pelo aniversário da loja) Aproveite para colocar o código “la_factoria” no cupom de desconto quando fizer a compra para ajudar a fábrica a conseguir matéria prima))

RPGCON

2 – Participaremos do EVRPG, Encontro Virtual de RPG. A mesa de Remember já está cadastrada e todos os jogadores irão ganhar inteiramente grátis um exemplar impresso de Remember assim que ele sair (Previsão para final de julho a início de agosto).

EVRPG

Remember e o mundo – Novidades e políticca de distribuição

abril 29th, 2010 by cochise

Vamos começar pelas boas notícias. O desenvolvimento de Remember está a todo vapor em suas três partes. O texto que falta está sendo escrito, o que existe sendo polido e em breve finalizarei o mesmo para cuidar apenas da arte e formatação.

Enquanto isso o mundo que não para andou um pouco especialmente para o RPG. Teremos o segundo Encontro Virtual 26 e 27 de junho e com certeza uma mesa virtual de Remember. Na RPGCON, 03 e 04 de julho o lançamento oficial do jogo e venda dos livros.

Então vamos atualizar algumas estratégias de distribuição e divulgação.

Em primeiro lugar, como já tinha dito, haverá livros físicos a venda. Tanto pela internet quanto na RPGCON. O plano é que custem aproximadamente R$ 10,00. Em segundo lugar o PDF completo NÃO estará disponível para download gratuito.

Explicando.

Como quem acompanha este blog desde o início, eu sou um defensor entusiasta do mercado digital, de políticas de micropagamentos e de da cauda longa, assim como da monetização do trabalho amador, uma vez que acho justo que todos recebam por seu trabalho.

Remember é um RPG em três partes onde a anterior sempre é independente da posterior e a primeira já apresenta um cenário e sistema completo. A primeira parte estará oficialmente disponível para download gratuito e o PDF completo estará a venda por um preço que desejo que seja aproximadamente R$ 3,00. E ao comprar o livro físico se recebe o PDF gratuitamente.

Sei que esta abordagem pode prejudicar a divulgação do cenário, mas eu acho que mais importante que isso é a defesa das coisas em que acredito, portanto será assim. Cabe relembrar que o livro será licenciado em Creative Commons No-Commercial Share-Alike, e portanto não será crime distribuir o PDF completo, exceto se você o vender, mas com base nos costumes brasileiros achei que a melhor saída é não disponibilizar oficialmente de forma gratuita, mas sim por um preço simbólico.

=-=-=-=-=
Powered by Blogilo

Lembra de Remember?

março 5th, 2010 by cochise

Esté é um ppost sem muita importância. Quero dizer apenas que não morri, fui teleportado para a China ou coisa semelhante.

Que finalmente tenho tempo para voltar a escrever sobre Remember e que pretendo lançar o mesmo na RPGCon. Um livreto formatinho, capa mole papel sulfite, bem impresso com algo entre 40 e 60  páginas. Para isso vou reescrever tudo que foi escrito sobre o cenário aqui, fazer platests e diagramar a coisa.

Em reumo, os posts aqui serão menos frequentes, vão falar sobre esse processo e sobre o jogo em si. Nada de posts genéricos, sobre Mago ou similares  até que me dê uma sapituca sobre isso. Remember é o cenário oficial da Fábrica e terá muitos posts sobre ele até lá.

O livreto será disponibilizado em PDF também para quem quiser, depois da RPGCon.

« Previous Entries

RSS Feed